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    Memória de Criança Imaginada

    Partimos de Lourenço Marques em 1945. O meu pai tinha direito a uma Licença Graciosa, que era uma licença que se concedia, de 7 em 7 anos, aos funcionários da administração colonial para retemperar os fígados na metrópole. Os funcionários, de origem goesa, que eram relativamente numerosos nos Correios, na Fazenda e nas Alfândegas, gozavam as suas "graciosas" em Goa.
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    Um caneco em Moçambique

    A morte do meu avô dita uma pequena série de acontecimentos que vão determinar a minha vida. A minha avó, sozinha, veio viver com a minha mãe, connosco, na Beira. Para preencher o tempo decidiu ensinar-me a ler, durante o ano em que a minha irmã mais velha frequentava a primeira classe e eu ficava ocioso em casa. Assim, com uma professora de Escola Normal ou do Magistério, só para mim, entrei na escola já sabendo ler e escrever.

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    Não procures Coimbra, Coimbra está dentro de ti

    Muitos anos depois, em 1970, em Roma, uma jovem do Destacamento Feminino que fazia parte da nossa delegação à Conferência de Solidariedade, da qual se falará mais adiante, vai ficar paralisada no aeroporto de Fiumicino. Não andava nem falava, só apontava para um lugar. Ficou doente? Clima, efeitos da viagem?.

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    Estórias

    A vida académica em Coimbra era regida por um código visual. Para Medicina o amarelo, para Direito o vermelho, azul-escuro para Letras, o azul claro para todas as Ciências e para Farmácia, o roxo, coitados! Mas a utilização das cores era feita através de símbolos que marcavam a progressão académica.

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    Repúblicas emancipadoras

    É neste quadro de estudo intenso, de franca alegria e refinada brincadeira, que me vou ligando, insensivelmente, embora de forma não institucional, ao grupo ligado à oposição ao regime. Sem dúvida sob inspiração dos meus "mais velhos" das colónias, que eram todos anticolonialistas. Já nessa altura me dissociava do conceito de "moçambicanos"...

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    A contestação pela cultura

    Portugal vivia um anacronismo peculiar. Em 1945, a Europa tinha sido libertada em nome da democracia e contra a tirania nazi, que representava a forma mais extrema do pensamento da direita. A doutrina oficial era o corporativismo, bem mais próximo do fascismo do que do nazismo, teorizando uma sociedade baseada em grupos de corporações, no que é, em teoria, um meio caminho entre o corporativismo medieval e os grupos de interesse.

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    Comboios insurreccionais

    A Associação Académica de Coimbra estava, desde há mais de uma década, nas mãos da direita conservadora. Essa era a parte formal. Mas começaram a surgir, de forma virtual, duas Associações Académicas, uma diurna e outra nocturna. A diurna era a Direcção, eleita por sufrágio, que controlava a máquina associativa, sede, secção de textos, cultura, jornal, Via Latina, desportos estudantis.

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    Mundinho Falcão e Mandela

    Estudante do quarto ano de Direito em Coimbra, venho a Moçambique em 1962. Nos escaparates das livrarias vejo uma belíssima edição dos Velhos Marinheiros, da Martins Editora, que me atrai sobretudo pelas gravuras, verdadeiras obras de arte. O Brasil que eu conhecera dos tempos da adolescência seduzia-nos pela imagem do multirracialismo e da alegria de Carnaval que a revista Cruzeiro trazia até nós. Jorge Amado far- nos-á compreender melhor...

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De Todos Se Faz Um País: Depoimento de Carlos Couto

Trata-se um livro de inegável valor histórico mas de leitura fácil já que o autor entremeia textos de grande rigor documental com relatos de vivências ou episódios, que pelo exotismo ou pela singularidade despertam constantemente a curiosidade do leitor...

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De Todos Se Faz Um País: Depoimento de Artur Santos Silva

Gostei muito do livro de memórias de Óscar Monteiro, no qual, antes de mais, estão bem patentes os afetos que o ligam a três gerações da sua família e a muitos amigos que soube semear e conquistar ao longo da sua vida - na escola, na universidade, no combate político.

Depoimento Completo

De Todos Se Faz Um País: Depoimento de Carlos Correia Fonseca

O teu testemunho, Óscar, é precioso pelos factos que relata mas, mais ainda, porque está escrito com aquela ponta de emoção (tão bem teorizada no “Chibugo e o romantismo político”) que transforma o que poderia ser apenas um desdobrar de lembranças, em ode, no sentido que no livro lhe deste...

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De Todos Se Faz Um País: Depoimento de Clemente Bata

A escrita de Óscar Monteiro encontra, pois, aqui, na literatura, o seu alicerce, perseguindo o fulgor do real, trazendo-nos fotografias animadas de um trajecto de vida, como num ensaio de introspecção...

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